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Estrela de Grey’s Anatomy, Sandra Oh fala sobre censura, taboos e do poder da telinha.
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Sandra Oh ataca o papel da interna Cristina Yang em Grey’s Anatomy com a mesma tenacidade pela qual a personagem é conhecida. Mas enquanto o trabalho lhe rendeu um Globo de Ouro, duas indicações para o Emmy e um nivel de fama que nunca tinha experimentado antes, a emissora de TV talvez não seja o lugar que a atriz se sinta em casa. A relutante estrela da TV, logo volta para as telonas em The Night Listener. Conversamos com Oh, 35, por telefone de sua casa em Los Angeles, antes de ela ir gravar um novo episódio do drama.
 O que você pensou sobre personagem na primeira vez em que leu o roteiro? Na verdade, eu fiz o teste para o papel de Chandra Wilson, Dr. Bailey, que observa os infernos, mas não funcionou, porque eu queria mesmo era interpretar Cristina. Havia elementos no piloto que eu pensei, ‘ela é um personagem muito, muito antipático’, então fiquei muito animada em interpretá-la.
O público sempre acaba em prantos com Grey’s. Como é o clima no set? Ninguém leva as coisas muito a sério, ninguém nunca é indelicado ou coisa parecida. Patrick [Dempsey] reclama por sempre ter cirurgias celebrais que necessitam sempre dos exatos mesmos pequenos movimentos. Pelo menos, Isaiah [Washington] tem mais variedades de movimentos em uma cirurgia cardíaca. Como internos, só temos que ficar segurando coisas. Espero que nos formemos ano que vem para podermos fazer nossas próprias cirurgias. Isso também possibilitará que ocorram falhas, e isto é bom, dramaticamente. Minha personagem se sente infalível, ela precisa se tornar humilde.
Você esteve em Arli$$ na HBO por sete temporadas. Como é trabalhar em um sucesso como este em uma emissora maior? Eu sou sempre lembrada que estou trabalhando para uma corporação gigantesca, e isso é frustrante. Na primeira temporada, meu personagem engravidou e ela não teria o bebê. Mas ela não pode abortar; ela teve que perder o bebê. E todas as vezes que você vê um personagem na TV perdendo um bebê, é porque alguém disse que não se pode ter um aborto na televisão. Você nem pode falar a droga da palavra. Você tem que chamar de procedimento. Eu achei isto tão frustrante e limitador.
Este é um bom momento para se estar na televisão? A pressão para atuar e fazer vender anúncios é muito grande, e estou aprendendo que é tolice achar que seria diferente. Você não pode pedir para um cachorro ser um gato, e vir a TV esperando com grandes objetivos criativos é enganar a si mesmo. Mas isso não mudar o poder excepcional do meio em que pequenas coisas podem causar um tremendo impacto.
Como o elenco multiracial de Grey’s Anatomy… Sim, e creio que é extremamente eficaz. O elenco é uma grande demonstração da política e de talento. Não apenas dá chance de todo tipo de pessoa trabalhar, mas também pode mudar a maneira de pensar das pessoas
A série irá tratar futuramente das identidades raciais dos personagens? Espero que sim. As primeiras duas temporadas foram para apresentar os personagens ao público, para fazer os telespctadores sentirem que os conhecem. Normalmente, quando se tem um personagem que não é branco, logo se pede um explicação do motivo dele ali. Se podermos explorar a identidade racial, daqui a uns três ou quatro anos, seria fantástico.
Mas ainda parece que este não é o trabalho dos seus sonhos. É muito difícil trabalhar na televisão, mas difícil ainda é ter uma vida enquanto você está fazendo isto. Não acho que farei muitos longas de novo. Parece fácil de dizer, porque eu estou em um programa de sucesso, mas isto foi o que aprendi.
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Por Anonymous @ 12:28 AM
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