Dissecando Grey's Anatomy
Médicos se reuniram para assistir à série e deram suas opiniões.

Cena: Manhã. Derek Shepher acorda na cama ao lado da colega doutora Meredith Grey. Izzie Stevens entra no quarto – usando apenas uma toalha – e reclama do outro doutor que acabou de entrar no banheiro enquanto ela estava lá.
Dr. Bem Gbulie, chefe residente do Howard University Hospital em Washington, D.C., fica incrédulo: “Você percebeu que tem um atendente e três residentes no mesmo quarto nesse momento? De manhã?? E um deles está semi-nu?!”
Gbulie e outros internos na vida real se juntaram para assistir a um episódio do drama de maior sucesso da ABC, Grey’s Anatomy. Na série, os internos do hospital fictício Seattle Grace vivem praticamente todos juntos numa mansão,onde pular na cama de alguém assim é quase um esporte.
“Hum, nããão, minha vida não é assim na verdade” diz Gbulie.
Os residentes e internos em cirurgia ortopédica, oftalmologia, podologia e cirurgia geral que assistiram ao programa estavam de plantão, e muitos estavam lá há 15 horas, já. Com essa complicada vida no trabalho, é difícil assistir à série regularmente, mas mesmo vendo Grey’s esporadicamente, eles sabem mais sobre os personagens do que uns sobre os outros.
“Grey’s Anatomy é o programa não-reality mais popular do país – ênfase no ‘não’. Não tem a ver com medicina, é entretenimento.” diz a residente do 6º ano, Vanessa Ngakeng. “Dormir com atendentes? Sem chances!”
“Quem é a Bailey?” pergunta Gbulie. É a que é conhecida como Nazi, respondem a ele. É a personagem que mais tem a ver com ele, uma residente, cuidando de seus internos. A julgar pela reação na sala, ela é a personagem preferida, pois, ao contrário dos outros atendentes, que estão ocupados demais dormindo com subordinados, ela mantém os internos na linha.
As reações do grupo continua conforme o programa avança. Então, diferente do George, um interno na vida real não faria uma apendicectomia no primeiro dia de residência? “No primeiro dia você não sabe nem segurar um bisturi.” diz Ngakeng.
E o jeito de falar dos chefes? “O modo como falam com os atendentes é errado,” diz o podólogo Dr. Michangelo Scruggs.
E namorar com pacientes? “O negócio é que, depois que você vê o paciente de uma certa maneira, eu não quero ver mais nada,” diz Scruggs. “Mas eu mexo com pés...”
Várias cenas depois, Dr. McDreamy – neurocirurgião – precisa abrir um paciente e fazer um operação que um cirurgião cardíaco faria na verdade. A sala fica inteiramente fascinada. Gbulie: “Ele está aspiranod... Isso é que é TV de qualidade!”
Os residentes concordam que a terminologia e os procedimentos médicos são bem precisos. Geralmente. Pois a audiência é necessária, e às vezes os roteiristas se deixam levar para que isso seja alcançado. Por exemplo, um interno precisa fazer furos – com uma furadeira industrial – na cabeça de um paciente preso embaixo de um carro devido a um acidente de barcas.

Entre os internos, três histórias abordadas na série foram votadas como as mais interessantes:
3º: Código Preto! Tem um explosivo dentro de um paciente, Meredith está com as mão nele, e a não ser que o cara gato do esquadrão anti-bombas consiga desarmá-lo, todo o andar de cirurgias pode explodir!
Gbulie: “Essa situação nem se compara com a vida real, mas eu achei uma história muito bonita.”
2º: Izzie corta o fio do LVAD! Izzie coloca seu paciente (e noivo!) em perigo ao cortar o fio que fazia seu coração bater, a fim de fazer com que ele ficasse “mais doente” – assim ele subiria de posição na fila do transplante. E não é demitida depois disso!
1º Meredith volta do mundo dos mortos! Meredith se afoga, McDreamy tira ela da água. Então, milagrosamente, ela volta à vida, e imediatamente começa a conversar naquela vozinha de choramingo dela (que inexplicavelmente não foi afetada pelos tubos que estavam em sua garganta quando ela estava... eu mencionei que ela estava morta?).
Por Anonymous @ 4:53 PM _ _ link desse tópico

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