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Se você desconfiou que haveria alguma reviravolta na participação de 3 episódios de Mary McDonnell, com o primeiro episódio indo ao ar no dia 13 de Novembro, parabéns, você estava certo. Acontece que a personagem, uma cardiocirurgiã trazida para melhorar a colocação do Seattle Grace no ranking nacional, sofre de síndrome de Asperger. "Shonda [Rhimes] achou que seria interessante ter uma cirurgiã de sucesso que, socialmente, no início, é mal entendida", explica a produtora executiva Betsy Beers sobre o distúrbio relacionado ao autismo que é caracterizado por comportamento excêntrico e inabilidade de conviver socialmente. Comportamento excêntrico e inabilidade de conviver socialmente? Parece que ela vai se adaptar perfeitamente! Será? Somente o tempo - e o perguntas e respostas em seguida - vão dizer.
AUSIELLO: Como todos reagem quando conhecem a sua personagem, Dr. Virginia Dixon? MARY McDONNELL: Em sua primeira cirurgia ela trabalha basicamente com Bailey e Karev e ambos são meio que pegos de surpresa ao se depararem com a sua falta de comunicação. Eles não ficam sabendo até o fim do episódio que ela tem Asperger. É um desafio para eles. Por um lado, você está iniciando uma dinâmica dramática e cômica em que as pessoas têm que expressar alguma reação. Por outro lado, você está criando um ser humano muito digno com uma dificuldade que pode ser problemática para todos.
Como é interpretá-la? Tem sido uma experiência maravilhosa. Grey's tem a ver com a nuance social e o comportamento ao redor das pessoas e essa é uma personagem que não pode se relacionar com nada disso. Ela entra e trás um comportamento um pouquinho diferente para o Seattle Grace.
Ela é diferente como? Ela vai ficar com um dos seus colegas, certo? [risos] Até agora devo te falar que não estou sabendo de nenhum romance. Isso me faz rir. Mas ela está somente em 3 episódios até agora, então veremos. Ela nem pensa nisso nesse momento.
A sua participação pode ser estendida para mais de três episódios? Existe sempre a possibilidade. Acho que com essa personagem há uma grande colaboração para se poder experimentá-la e experimentar a sua situação e ver que tipo de efeito pode haver no mundo de Grey's, porque ela é bem atípica.
A Shonda criou a personagem com você na mente? Não sei, mas me disseram que a Shonda me tinha na cabeça no momento que começou a pensar na personagem. Ela depositou muita confiança em mim e esse é um dos motivos pelos quais eu quis aceitar esse papel. Porque quando alguém te dá algo tão atrativo e complicado e te dá um bom roteiro e diz também, "Confio que você encontrará a nuance certa", daí você meio que vai para casa e pensa, tenho sorte de estar viva.
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